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WordPress “no piloto automático” está reprovando em Core Web Vitals — e isso já pesa no ranking desde dezembro

July 22, 2026

Se o seu site é WordPress e você não mexe nele desde que foi entregue, tem uma boa chance de ele estar reprovando num critério que o Google passou a levar mais a sério: a experiência de carregamento da página, medida pelos Core Web Vitals.

Isso não é alarmismo de blog de agência. É um número que dá pra checar.

O que mudou em dezembro

A atualização de núcleo do Google de dezembro de 2025 aumentou o peso dos sinais de page experience — os Core Web Vitals — no ranking de busca, com efeito mais forte em mobile. Ou seja: dois sites com o mesmo conteúdo, a mesma relevância pro termo buscado, podem ranquear diferente hoje só pela diferença de quão rápido cada um carrega no celular do usuário.

Isso já era um fator de ranking antes. O que muda é o peso relativo dele foi pra cima.

Os números que comprovam o gap

O Core Web Vitals Technology Report do HTTP Archive, no snapshot de novembro de 2025, mostra o seguinte: sites WordPress passam nos Core Web Vitals em mobile em apenas 46,28% dos casos. Pra comparação, no mesmo levantamento, Duda passa em 84,87%, Wix em 74,86% e Squarespace em 70,39% (fonte: DigitalApplied, Core Web Vitals Benchmarks 2026, com dados do HTTP Archive).

Isso é uma diferença de 38 pontos percentuais entre WordPress e a plataforma que melhor performa no levantamento. Não é ruído estatístico — é maioria dos sites WordPress reprovando num critério que hoje pesa mais no ranking.

Não é responsividade, é carregamento

O dado mais importante do relatório não é o gap em si — é onde ele mora. INP (Interaction to Next Paint, a métrica de responsividade a cliques e toques) passa em 85,89% dos sites WordPress. Ou seja, quando o usuário interage com a página, ela responde bem.

O problema está em LCP (Largest Contentful Paint) — o tempo até o maior elemento visível da tela terminar de carregar. É aí que a maioria dos sites WordPress trava.

Isso muda a leitura do problema. Não é que “WordPress é lento” como categoria — é que a forma como a maioria dos sites WordPress é construída carrega devagar. A plataforma não é a limitação. A construção é.

De onde vem o problema

O gap de LCP em WordPress vem, na maioria dos casos, de duas fontes acumuladas:

  • Page builders pesados — Elementor, Divi e ferramentas parecidas renderizam a página inteira com camadas extras de CSS e JavaScript por cima do que o navegador precisaria carregar. Cada elemento visual vira mais uma consulta, mais um script.
  • Stacks de plugins acumulados — cada plugin adicionado ao longo do tempo (SEO, formulário, popup, analytics, cache mal configurado) soma peso de carregamento, e raramente alguém remove o que não é mais usado.

Nenhum dos dois é exclusividade do WordPress como CMS. São escolhas de construção que se acumulam justamente porque o WordPress facilita instalar mais uma coisa sem medir o custo.

Como isso se resolve na prática

A Deodato.Dev constrói tema WordPress do zero, sem page builder, hospedado em VPS próprio. Isso não é diferencial de marketing — é a explicação técnica direta de por que um site bem construído em WordPress passa em Core Web Vitals onde a média do mercado reprova: menos camadas entre o clique do usuário e o conteúdo aparecendo na tela, menos JavaScript desnecessário carregando antes do LCP, e controle direto sobre a configuração do servidor em vez de depender de hospedagem compartilhada genérica.

Isso não garante uma nota específica de PageSpeed nem uma posição de ranking — esses fatores dependem de mais variáveis do que só a construção do site. O que dá pra afirmar com base nos números é a relação de causa e efeito: menos peso de page builder e plugin acumulado reduz o tempo até o LCP, e LCP é exatamente onde a maioria dos sites WordPress reprova hoje.

Se o seu site foi montado com page builder e cresceu com plugins ao longo dos anos sem nunca passar por uma revisão técnica, vale rodar um teste de Core Web Vitals antes de assumir que o problema é conteúdo ou anúncio. Às vezes o gargalo é bem mais simples — e bem mais mensurável — do que parece.